Estes papeis e características foram parcialmente retirados de Adult Children of Alcoholics and Disfuncional Families (ACOA) que é um grupo de auto-ajuda com muito divulgados nos Estados –Unidos e Inglaterra,(filhos adultos de alcoólicos e de famílias disfuncionais).
Cada um dos tipos de personalidade tem necessidades especiais na recuperação e cada tipo pode se recuperar se eles aceitarem o risco ao acreditar que podem mudar e se recuperar. Um filho adulto pode Ter diversas destas características de uma vez ou actuar em diferentes papeis dentro da família em diferentes idades ou dependendo da pessoa com a qual ele se relaciona
Quebra da transmissão: ver características da família saudável,
Pais serem mais disponíveis e diferentes do que foram os seus pais, perceberem o que aconteceu na sua família de origem a nível de padrões de comportamento, pensamento e forma de lidar com os sentimentos.
Como é que isso afectou as suas personalidades, que mecanismos de defesa foram escolhidos, que escolhas e respostas foram assim sendo determinadas e mantidas, que limites devem ser respeitados (como e porquê).
Abdicando dos papeis e características de sempre e descobrindo-se à medida que descongelam os sentimentos (criança interior que se fechou para poder sobreviver emocionalmente).
Identificar e gerir sentimentos como a vergonha, culpa, raiva, medo, etc. que alimentavam todo este processo.
Identificar as necessidades presentes e obter a respectiva satisfação.
Aceitando a sua condição de filhos adultos de famílias disfuncionais, responsabilizando-se pela sua recuperação e tentando perceber/aceitar que muitas vezes os pais fizeram o melhor que podiam, dadas as circunstâncias (eles próprios oriundo de famílias disfuncionais).
Iniciar processo de luto em relação à “infância perdida”
FUNÇÕES DE FAMILIA:
As famílias como agregações sociais, ao longo dos tempos, assumem ou renunciam funções de protecção e socialização dos seus membros, como resposta às necessidades da sociedade pertencente. Nesta perspectiva, as funções da família regem-se por dois objectivos, sendo um de nível interno, como a protecção psicossocial dos membros, e o outro de nível externo, como acomodação a uma cultura e a sua transmissão. A família deve então, responder às mudanças externas e internas de modo a atender às novas circunstâncias sem, no entanto, perder a continuidade, proporcionando sempre um esquema de referência para os seus membros. Consequentemente, existe uma dupla responsabilidade, ou seja, a de dar resposta às necessidades quer dos seus membros, quer da sociedade.
Foram identificadas, por Duvall e Miller, as seguintes funções familiares: geradora de afecto, entre os membros da família; proporcionadora de segurança e aceitação pessoal, promovendo um desenvolvimento pessoal natural; proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade, através das actividades que satisfazem os membros da família; asseguradora da continuidade das relações, proporcionando relações duradouras entre os familiares; proporcionadora de estabilidade e socialização, assegurando a continuidade da cultura da sociedade correspondente; impositora da autoridade do sentimento do que é correcto, relacionando com a aprendizagem de regras e normas, direitos e obrigações características das sociedades humanas. Stanhope (1999) acrescenta ainda uma função relativa à saúde, isto é, a família protege a saúde dos seus membros, dando apoio e resposta às necessidades básicas em situações de doença. Para Serra (1999), a família tem como função primordial a de protecção, tendo sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos, podendo formar uma barreira defensiva contra agressões externas. Fallon reforça ainda que, a família ajuda a manter a saúde física e mental do indivíduo, por constituir o maior recurso natural para lidar com situações potenciadoras de stress associadas à vida na comunidade.
Fogarty, as seguintes características como pertencentes a famílias ajustadas:
ü São equilibradas e capazes de se adaptar às mudanças;
ü Os problemas emocionais existem em todo o grupo e as suas componentes em cada pessoa;
ü Todos os membros estão unidos através das gerações;
ü Na resolução dos problemas é usado o mínimo de fusão e de distância;
ü Cada díade consegue lidar com os seus problemas entre si;
ü As diferenças são toleradas, podendo mesmo ser encorajadas;
ü Cada pessoa pode lidar com as outras pessoas a nível do pensamento ou da emoção;
ü Todos os membros sabem que cada pessoa recebe de si mesma e dos outros;
ü É permitido a cada pessoa o seu próprio vazio;
ü A preservação de um clima emocional positivo é uma necessidade que se sobrepõe ao que é tido como mais “correcto” ou popular de fazer;
ü Cada membro considera que a sua família é uma boa família;
ü Todos os membros são encarados como fontes de feedback e de aprendizagem e não como muletas emocionais.
Em terapia familiar fala-se de eixo vertical ou transgeracional em que se trabalham papeis, características, mitos, segredos, expectativas, rótulos e funções típicas da família e como estes factores influenciam o eixo horizontal que remete ao presente (aqui e agora) em que se tenta perceber os padrões de interacção (dinâmica) da família. O grande objectivo da terapia é a tomada de consciência destes factores por toda a família e promover “modificações nos processos de comunicação e nos modelos de interacção de modo a haver correcção na disfunção do sistema”, (Sampaio e Gameiro, 1998).
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